Atribuição de marketing: qual canal realmente traz clientes
Sua empresa investe R$ 10 mil por mês em mídia paga. Google Ads, Instagram, parceiros. No final do mês, o Google diz que trouxe 40 clientes, o Meta diz 35, os parceiros dizem 20. Somando, seriam 95. Mas o CRM mostra que entraram 50.
Os números não batem. E enquanto isso, o orçamento do próximo mês já está sendo dividido da mesma forma.
Por que os relatórios das plataformas não contam a história real
Google atribui a venda ao clique no Google. Meta atribui a mesma venda à visualização no Instagram. Todos estão contando apenas a parte que interessa.
Sem uma visão independente, você depende do relatório de quem vende o espaço. É como pedir ao vendedor que avalie a própria performance.
O resultado: a maioria das empresas repete o orçamento por inércia, mantendo canais que parecem funcionar mas podem não estar gerando resultado real. Ou corta um canal que parecia fraco mas sustentava os outros como primeiro ponto de contato.
O que uma análise de atribuição independente revela
Uma análise de campanhas feita com método cruza três camadas de dados que normalmente vivem separadas.
A primeira é o investimento por canal ao longo do tempo. Quanto foi gasto em cada semana, em cada plataforma.
A segunda é a aquisição real registrada no CRM. Quantos clientes novos entraram, quando e qual foi o caminho até a conversão.
A terceira é o contexto externo. Sazonalidade, ações de concorrentes, eventos que afetam a demanda independentemente da mídia.
Quando essas camadas são analisadas juntas, o resultado é uma visão clara de quanto cada canal contribui de fato para a entrada de novos clientes.
Como isso muda a decisão de orçamento
A pergunta deixa de ser “quanto cada plataforma diz que gerou?” e passa a ser “se eu mover R$ 2 mil desse canal para aquele, quantos clientes a mais vou ter?”
Um exemplo concreto: uma empresa de serviços investia 60% do orçamento em Google Ads, que parecia o principal gerador de leads. A análise mostrou que esse canal apenas capturava demanda que já existia, ou seja, clientes que já conheciam a marca e buscariam de qualquer forma. Um canal menor, com 15% do orçamento, era o que realmente gerava demanda nova. Realocando a verba, a aquisição subiu 28% sem gastar um real a mais.
A diferença entre repetir orçamento e otimizar orçamento é ter uma visão que não depende de quem vende o espaço.
A Certia Data analisa campanhas de aquisição usando modelagem estatística sobre os seus dados de CRM, investimento e vendas.